História
agosto 14, 2026

O retorno de Trump ao Kennedy Center colide com ordem judicial

O conselho do Kennedy Center restaurou o nome de Donald Trump na fachada do edifício e aprovou um fechamento de dois anos, preparando um novo confronto entre os apoiadores do presidente, democratas no Congresso e os tribunais federais.

O Kennedy Center está novamente no centro de uma disputa sobre quem controla um memorial nacional: um conselho remodelado pelo presidente Donald Trump aprovou tanto o retorno de seu nome à fachada do edifício quanto um longo fechamento para reformas, apesar de uma decisão anterior de um juiz rejeitando essas medidas.

A decisão do conselho reflete o argumento dos aliados de Trump de que a instituição precisa de uma gestão decisiva e de grandes reparos. O conselho votou para fechar o prédio principal por dois anos, mantendo a ala mais recente, Reach, aberta para programação limitada e como memorial a John F. Kennedy. O plano de reforma trata de danos causados por água, aço deteriorado e resfriadores antigos, com US$ 257 milhões em verbas federais disponíveis para a obra.

O chefe de instalações do Kennedy Center, Matt Floca, apresentou o fechamento como a opção mais segura e prática: “Você fecha o edifício, temporariamente, faz esse investimento e depois reabre.” Os defensores também observam que o juiz Christopher Cooper não descartou categoricamente um fechamento futuro, dizendo que o tribunal não substituiria seu juízo pelo do conselho se os curadores seguissem um processo legal e suficientemente cuidadoso.

Democratas e defensores da preservação veem algo diferente: uma tentativa de rediscutir decisões já barradas pelos tribunais. O conselho — em grande parte composto por apoiadores de Trump — votou para acrescentar a inscrição “Restored and Renovated by President Donald J. Trump” abaixo do nome do centro, embora Cooper tenha decidido que somente o Congresso poderia alterar o nome estatutário da instituição.

A deputada Joyce Beatty, a integrante democrata do conselho que processou o centro por causa das ações anteriores, chamou a votação mais recente de “um esforço transparente para contornar a decisão do Tribunal” e disse que ela demonstrou “um flagrante desrespeito aos tribunais.” A disputa agora gira em torno de se o novo processo do conselho satisfaz a exigência de Cooper por uma análise mais completa — ou se apenas reempacota o mesmo projeto político. Espera-se que o juiz revise o plano de fechamento e o renovado esforço de nomeação, deixando o futuro do centro preso entre necessidades de reforma, a lei de memoriais e o personalismo presidencial.